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Rapper PK, apadrinhado por Belo, desponta com hits: "Jamais satisfeito"

Leo Dias

07/07/2019 12h26

PK (Foto: Divulgação)

A nova sensação do rap pode ser representada por apenas duas letras: P e K. Juntas, elas formam o nome artístico de Pedro Henrique Bendia, rapper que já contabiliza mais de 60 milhões de visualizações no YouTube e mais de 25 milhões de streamings no Spotify de suas músicas, a mais recente delas, "Indomável", em parceria com o cantor Belo.

Com 21 anos, PK é "cria" da Ilha do Governador, bairro do subúrbio carioca com forte identificação com o samba, mas, desde pequeno, foi com as rimas nas batalhas de MCs que ele fez do gosto pessoal seu trabalho. Misturando o rap ao funk, e mais recentemente ao pagode, PK não tem medo de ousar e vê como desafiadora a possibilidade de mesclar diversos gêneros musicais em seu som, sem perder, no entanto, a essência.

Em entrevista ao Blog do Leo Dias, ele fala da sua trajetória, que inclui a passagem pela extinta banda Class A, do forte apelo sexual de algumas de suas composições, de onde pretende chegar e diz não ver confusão por parte do público entre os nomes dele e do DJ PK Delas, com quem PK atuou em parceria em sua música de maior repercussão até o momento, "Quando a vontade bater".

Leia a entrevista completa com PK:

BLOG DO LEO DIAS – Como a música entrou na sua vida, e como ela passou de hobby a trabalho?

PK – Desde pequeno, gosto muito de música e de rimar, e quando descobri as batalhas de MC, nunca fui despretensioso com aquilo que queria conquistar. A partir daí, eu já considerava [as batalhas] meu trabalho, porém, se você não é remunerado, ninguém acredita no seu trabalho. Então, pode se dizer que [a música] deixou de ser hobby para ser trabalho em 2016, com [o recebimento do] meu primeiro cachê.

Desde pequeno, você manda muito bem nas batalhas de rimas. Você mantém isso vivo nos seus shows, algum momento freestyle?

O freestyle é prática. Quanto mais você pratica, mais rima. Estou enferrujadinho [risos], mas sempre vou ter a rima comigo. Nos meus shows, sempre tem uma rimazinha de leve, mas, hoje em dia, deixo mais para os bastidores, brincando com os amigos.

Rapper PK (Foto: Divulgação)

Suas músicas, mesclam rap ao funk. Como você define o seu som?

Sempre levantei a bandeira de união entre o rap e o funk, dois gêneros oriundos de um mesmo lugar. Sou um apaixonado por música, independente do gênero, e por isso mesmo, transitar por outros ritmos é um desafio que gosto muito de percorrer. Minha base é o rap e o funk, mas pretendo não me rotular a um só gênero.

Você optou por seguir carreira solo, depois de integrar a banda Class A. Quais as principais diferenças que você já sente em relação a sua fase anterior, em grupo, para agora, sozinho?

Muita diferença. Nos meus poucos meses de carreira solo, consegui chegar em lugares que, em alguns poucos anos de grupo, não tinha alcançado. [Na carreira solo,] posso trabalhar no meu ritmo, que é bem intenso e focado. Respiro 24 horas meu trabalho, e só depender de mim é muito bom.

Como tem sido o assédio dos fãs? Aumentou, agora que você não divide a atenção deles com outros integrantes, como na época do Class A?

Aumentou bastante, mas não pelo fato de dividir a atenção, e, sim, pelo fato de [o meu trabalho solo] ter atingido proporções maiores. Acho que nesses poucos meses, a popularidade triplicou.

 

"Quando a vontade bater", seu maior sucesso, tem um apelo bem sexual, quase um 'proibidão' em um paralelo com funks do gênero. A referência foi mesmo os 'proibidões' ou o rap internacional, que também usa desse artifício?

Na verdade, essa letra é mais light que a maioria dos 'funks raiz' de hoje em dia. Onde acontece o funk mesmo, onde se vive o funk, essa letra é quase light! [risos] A referência, na verdade, desse som é meu sentimento, a vontade que eu senti de cantar isso no momento em que escrevi. Sempre escrevo sobre aquilo que vivo e foi isso o que deu no momento [da composição de Quando a vontade bater], mas não é um conteúdo sexual jogado, é um conteúdo sexual com contexto! [risos]

Você fez "Quando a vontade bater" em parceria com um DJ que tem quase o mesmo nome que o seu, o PK Delas. As pessoas chegam a confundir vocês dois por causa dessa semelhança entre os nomes?

Nós só temos esse single juntos, e, apesar de os nomes serem mesmo bem parecidos, acho que não rola essa confusão. Sou cantor e ele é DJ. Quando a vontade bater é toda escrita e cantada por mim.

Rapper PK e Belo (Foto: Divulgação)

Em sua mais nova música, "Indomável", que conta com a participação do cantor Belo, a gente percebe um PK mais suave, sem esse teor tão explícito. Esse caminho foi adotado para poder entrar com mais facilidade no rádio e na TV? De alguma maneira, isso mexe na essência do PK?

De maneira nenhuma mexe na minha essência. Inclusive é uma letra que tenho antes de "Quando a vontade bater". Tenho todos os tipos de composições em todos os tipos de ritmos. É como o nosso humor, tem dia em que a gente está tranquilo, tem dia em que estamos com raiva, tem dia em que estamos 'pro problema' [risos], tem dia em que estamos caseiros, dias solitários, dias de companhia… Assim são minhas músicas. Apesar da minha grande vontade de estar na TV e nas rádios, eu não faço [música] para ser mais fácil de entrar nos grandes meios. Eu faço porque gosto, e elas acabam entrando [na mídia] por terem um conteúdo mais clean.

Como foi a experiência de dividir o microfone com um artista consagrado com o Belo, só que em outro estilo? Um padrinho e tanto, ainda mais em início de carreira, não é?

O Belo é um cara sensacional. Foi irado fazer esse feat com ele e conhecê-lo de perto. O Belo já fazia sucesso e eu não era nem nascido! Sem contar que foi um desafio para mim, sair da zona de conforto do rap e do funk e ir para um outro ritmo, algo como um misto de pop, rap e samba. Estou cada vez mais querendo isso, transitar entre ritmos, parcerias e novidades.

Você já se sente preparado para tudo o que a fama traz com ela, como a diminuição da sua privacidade, por exemplo?

Acredito que sim, mas só sentindo na pele mesmo. Só com o tempo é que vou conseguir saber. Mas eu gosto de ser reconhecido. É sinal de que o trabalho está fazendo sentido para alguém.

Onde o PK pretende chegar com o seu som?

Sempre grato, jamais satisfeito. Quero fazer o máximo que puder e sempre buscar crescimento. Estamos só no começo e a única coisa que pode acontecer com quem sonha grande é realizar um sonho grande.

*Com reportagem de Geizon Paulo

Sobre o autor

Leo Dias é jornalista e apresentador do programa “Fofocalizando”, do SBT. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos.Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: “A fama tem um preço estou aqui para cobrar”.

Sobre o blog

Notícias exclusivas sobre o mundo das celebridades e os bastidores do show business no Brasil.